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quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Brasileiro: ou é Índio ou é Favelado
Hoje, na desestimulante e desinteressante aula de Literatura do cursinho, a professora falava sobre a Semana de Arte Moderna, também conhecido como "A Semana de 22", e falava das temáticas das obras dos autores do "ocorrido". E então, também com o conhecimento da atualidade, perguntei a mim mesmo: "É isso que é ser brasileiro?".
"Nacionalismo", segundo a Wikipédia, é, em sentido estrito, um sentimento de valorização marcado pela aproximação e identificação com uma nação, mais precisamente com o ponto de vista ideológico. Tendo isso como base, podemos afirmar, com certeza absoluta, que os autores da Semana de 22 estavam buscando um nacionalismo brasileiro em suas obras? Pelo que analisei hoje, NÃO.
Ser brasileiro é ser índio? Nada contra os indígenas, que eram donos de todo solo asfaltado em que pisamos, mas em pleno século XX, não venham dizer que o índio é a essência brasileira porque não é. Foi somente antes de 1500, antes da chegada dos portugueses, que abalaram este solo mais do que qualquer tremor que já aconteceu (e talvez que acontecerá). E ainda por cima, escrevem obras em que índios tem físicos e tipos europeus, em que índios negros como a noite "magicamente" tornam-se brancos. E o pior é que a maioria ainda bate palma para tais obras, dizendo se tratar da "abrasileiração" dos ideais e jeitos europeus.
Ser brasileiro é ser favelado? Nada contra os moradores de favelas, os quais eu respeito e admiro por serem guerreiros capazes de sobreviver apesar de todas as dificuldades. Esses sim, podemos dizer que são brasileiros e não desistem nunca. De acordo com o cinema produzido "por nós", brasileiros, é assim que somos, é assim que o Brasil é: bandidagem, assaltos, roubos, corrupção e mortes, porque é isso que está nos filmes brasileiros que fazem sucesso no exterior.
Nem a 6ª arte (Literatura) nem a 7ª arte (cinema) sabem como identificar o brasileiro, e olha que quem as faz para identificar o Brasil são brasileiros mesmo, não estrangeiros (porque afinal, eles acham que somos bandidos e assassinos primitivos, sem contar a histórias deles próprios, mas enfim...). O brasileiro é um cidadão trabalhador e sofrido, que se esforça muitas vezes além do limite para conseguir o pão para sua família. É alguém esforçado, que sempre busca melhores condições de vida para si e para seus "companheiros". É alguém que foi oprimido, que sofreu vários golpes na vida mas sempre se levanta para continuar em frente. Essa é a regra, mas como todos sabemos sempre existem as exceções...
O Brasil não é independente, o Brasil não teve sua nacionalidade marcada em 1922, na verdade nem nós mesmos sabemos quem somos. E não é pra menos, já que de tanta porrada que tomamos, começamos a duvidar até daquele que está ao nosso lado.
Se você perguntar para qualquer um: o que você prefere: favela ou morte? A maioria (espero eu) responderá: "Favela! Cinco vezes favela!", e largados no mundo, somos agora por nós mesmos. E enquanto formos dominados pela tropa de elite européia e americana, nunca sairemos do buraco em que estamos, mesmo ele não sendo tão fundo quanto pensamos. Vocês acham que, por exemplo, o Rio de Janeiro é uma "cidade de Deus"? Muito bem então... Respondam, com sinceridade pra mim e pra você mesmo: o que é uma "cidade do Diabo"?
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Opa Bárbaro... é o Samuel do colégio, gostei do seu blog cara, ta muito bem escrito. Entrei pelo link que o marcelo deixou no blog dele... vou tentar te achar no twitter... vlw cara, abraço e muito sucesso
ResponderExcluirEi Bárbaro!
ResponderExcluirMuito bom o texto, principalmente o final! Realmente, se a cidade de Deus for daquele jeito, imagine a do Diabo. Não que o Rio seja o fim do mundo, mas tá longe de ser a melhor parte dele né?
Beijoss
mais um blog com belos textos hein mano...parabens..=D
ResponderExcluire por incrivel que pareça exatamente hoje no cursinho tb tive aula de literatura e ela falou disso também..auhauhahuauha
abraçoss