Peço desculpas desde já àqueles que não conseguiram acessar meu blog por um tempo. Não sei quando, e nem porque cargas d'água, o Google desativou meu blog. E ao dizerem para eu reativá-lo, não me davam links de como faze-lo, então tive de fazer uma busca na Internet de o que deveria fazer para reativá-lo. No entanto, só vi isso agora, quando ia escrever esse post. Se houver algo de errado com meu blog, Google, por favor me dia para que eu altere e fique aos seus padrões. Se desativaram por falta de uso, digo que isso é esdruxulo. Estou divagando. Enfim, vamos ao post.
O motivo de eu fazer esse post já está comigo há muito, muito tempo. Nem sei ao certo, para dizer a verdade. O motivo é a utilização de músicas em vídeos, filmes, teatro, nos próprios show musicais, de forma errada. Sim, digo de forma errada porque pra mim não existe lógica que justifique a utilização do recurso musical como ele é utilizado nesses casos.
Quando se utiliza o recurso musical, se quer passar algum sentimento, alguma emoção, ou na maioria dos casos reforçá-los e amplificá-los para ambientar melhor o público durante o espetáculo (teatral, filmográfico, enfim, todos os que utilizam esse recurso). O termo "música ambiente" não existe à toa: é um efeito musical que cria um ambiente, uma atmosfera. Leva o espectador a sentir e esperar certos tipos de acontecimentos: de ação, de romance, de suspense, de comédia, de terror. No entanto, acredito que pelo menos 90% dos espectadores (é uma porcentagem da minha cabeça, não há nenhuma pesquisa ou dado científico vinculado à ela) não sofrem de algum problema auditivo, então ABAIXEM A PORRA DO SOM!!!
Nos últimos tempos, o recurso musical é utilizado para ensurdecer os espectadores. Para mim não há outro motivo para tal volume, pois não se cria um ambiente, um clima com uma música extremamente alta, só faz com que os espectadores sofram com ela e criam o efeito inverso: desejam que a cena em que "a música se encaixa" acabe logo, pois a música alta massacra seus neurônios e tira a atenção da cena, o que pode influenciar na compreensão da obra como um todo.
Já presenciei tal erro em todos os tipos de obras que citei acima. E em todos eles eu me incomodei com a música em um volume acima do suportável. Não cheguei a perder partes que impedissem o entendimento, mas e quanto aos outros espectadores? E quanto a vocês, meus leitores, já chegaram a perder alguma parte importante da obra devido à música ou a outro recurso mal utilizado e que nos faz odiar a obra, mesmo que por um curto período de tempo? Pois eu já. Pagar uma sala IMAX só para ter um som tentando, a cada utilização de música, explodir meus tímpanos para que eu tenha que ir ao hospital ficar sofrendo? Não, obrigado. Dispenso.
Não digo para que não utilizem o recurso musical. Não! Utilizem! Já ouvi excelentes trilhas sonoras e músicas nas obras, e quando bem utilizadas, tornam-nas ainda melhores, ainda mais gostosas de se assistir ou ouvir. Na música, em específico, é o fato de se colocar os instrumentos musicais mais altos do que a voz do cantor ou cantora, forçando-o(a) a gritar e fazer o impossível para que sua voz seja ouvida, piorando ainda mais sua apresentação. Ou melhor ainda: utilizem o silêncio. Momentos de silêncio bem colocados e planejados às vezes são melhores que todas as obras dos grandes mestres juntas para um determinado momento. Não sou especialista em trilhas sonoras, mas arrisco em dizer que entendo um pouco do assunto, e para mim é inconcebível usar uma música ou efeito sonoro que ultrapasse a voz dos artistas ou que atrapalhe o público. Salvo quando a utilização tiver esse intuito. Nesse caso, o uso se salva.
Aprendam a usar as músicas e extrair delas o maior potencial para que as cenas fiquem fantásticas e incríveis de se ver. Não digo que sou expert nisso, mas acho que me esforço ao máximo para não estragar a obra com sua trilha sonora. Eu, que tive 3 dores de cabeça na minha vida inteira, se muito, hoje fiquei com a cabeça doendo de assistir a animação SEM VOZ "Shawn the Sheep" (em português, "Shawn, o Carneiro") que assisti no Anime Mundi. Me decepcionei com o evento, que é um marco na animação brasileira e que é muito importante para a animação do país. Não voltarei até que aprendam a utilizar melhor os recursos sonoros. O que temo que seja nunca, pois em todo lugar, esses erros aparecem, para minha infelicidade.

Yeai, first comment! IoI
ResponderExcluirVou corroborar o que você disse com algumas ilustrações. Primeiro de um filme onde não tem música e depois com um que tem música o tempo todo. O primeiro, Onde os Fracos não têm Vez, ainda que a autoria da parte musical seja de Carterl Burnwell (Crepúsculo), praticamente NÃO há música no filme, o que ajuda a construir o clima de suspense constante. Em contrapartida, a animação O Mágico que é um filme semi-mudo, possui música o tempo todo, o que curiosamente acentua a atmosfera melancólica da obra, ao invés de torná-la irritante. Eis dois exemplos do uso - ou não uso - de trilhas sonoras bem empregados numa obra cinematográfica. Agora usando o James Newton Howar como exemplo, dois filmes demonstram o bom e o mal uso de suas composições. Um bom uso é A Dama na Água, onde a música de fantasia ajuda não somente a sustentar o filme, mas a elevá-lo. Um mal uso é justamente numa trilha pela qual ele foi indicado ao OSCAR: Um Ato de Liberdade (Defiance), que embora tenha ótimos momentos imagem-música, relega a melhor parte de seus temas em momentos errados ou ineficazes.
ResponderExcluir;D #giantcomment
PS: Tava tentando postar um comentário mais a minha conta do Google tava de mau humor...¬¬'
Ei meu querido! ;)
ResponderExcluirRealmente, certas explosões de som só atrapalham! A música tem que estar na medida certa para ser aproveitada. Em Vamos Falar de Amor sem dizer Eu Te Amo, a trilha sonora foi muito bem escolhida por algumas colegas minhas, e muito bem manejada pela Airen. O que aconteceu? MUITA gente veio nos perguntar de onde tinhamos tirado a trilha, porque era PERFEITA. ahhaha.
Músicas são incríveis, as pessoas só tem que saber como usá-las!
Beijos!