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segunda-feira, 4 de julho de 2011

O Sonho que me fez Chorar


Esse caso aconteceu hoje, dia 04 de Julho de 2011, e creio que ele seja o motivo, ou então uma causa muito importante,  do meu ânimo eu estar do jeito que está agora.
Nos últimos tempos, aliás, de uns bons tempos pra cá, não tenho tido sonhos muito nítidos. Muitas vezes são sobre coisas psicodélicas e muito fora de realidade, raríssimas são as vezes que me lembro deles durante um dia inteiro, mas o dessa manhã foi uma exceção. Até me lembrava vagamente do que sonhara anteriormente, mas depois desse sonho, tudo o que veio antes se apagou. Por volta de 8 da manhã, sonho com um local amplo, como a recepção de um grande castelo antigo. As paredes são cinzas, com adornos e detalhes da própria construção. Então, surge o herói. Não sei se posso chamá-lo de herói, mas meu subconsciente me diz que ele é o mocinho dessa realidade. Também não sei se sou eu mesmo, mas sei que ele tem cabelos pretos e usa óculos. Provavelmente não sou eu, pois vejo à cena como um terceiro. Há um balcão logo em frente à grande porta de entrada. O balcão é duplo, fazendo duas linhas em direção ao interior do "castelo", com um atendente entre as duas metades. Ela e o herói falam sobre alguma coisa, mas não identifico o que. Eis que então surge a vilã. Uma mulher magra e de longos cabelos pretos. Não sei quem é, provavelmente nem a conheça na vida real. Ela conversa com o herói e com a atendente, mas continuo sem entender sobre o que falam. A atendente vai ao interior do castelo e a vilã desaparece no ar. Eis que então surge uma enorme planta que bloqueia a parte "vazada" do balcão de frente com a entrada.
O heróis vai até a planta, e então vê que na verdade é uma grande criatura. A planta está plantada no cimento do próprio castelo, e o herói parece querer se abaixar para pegar alguma coisa. A planta o impede de tentar. O herói então, pega um tipo de pinha e começa a golpear de leve a criatura-planta. Na minha visão, parece um ícone de mouse do computador clicando contra a planta. A planta começa a se desfazer nos locais em que é tocada, e então o próprio concreto abaixo dela começa a fazer uma cratera, de modo que eu vejo o que o herói busca. Debaixo das pernas da planta, há uma espécie de ovo gigante, maior até do que de um avestruz e todo branco. O herói então desce pela depressão criada e tenta ir até o ovo. No entanto, a criatura-planta o ameaça com sua boca, cheia de dentes afiados, e com mais uma "clicada", a boca da criatura explode, deixando somente um grande buraco que aparenta uma grande boca aberta. Está armado o palco.
O herói continua tentando chegar até o grande ovo, mas minha atenção se volta à criatura. Não sei se era má como a vilã ou se só era obrigada à guardar o ovo, que acredito que nem seja dela. No entanto, após ter sua boca "estourada", a criatura começa a ganir, como num choro. De repente, noto que de fundo musical há um piano. Toca uma música triste, mas não consigo identificar qual. A criatura vê sua lateral, também destruída pela arma do herói. Então o herói se afasta um pouco e a planta, ainda chorosa, pega o ovo com sua grande pata com garras e o entrega ao herói. Não sei o que ele faz com o ovo e nem o que aconteceu com ele, pois pra mim ele sumira. Vejo somente aquela criatura, gigante e assustadora, chorosa. Nesse momento, eu mesmo começo à chorar. Não sei em que ponto aconteceu, mas acordei. Mas mesmo acordado, via nitidamente a imagem da criatura, ferida e desamparada, em minha mente. As lágrimas se desenvolveram, de modo que escorriam pelo meu rosto e me faziam soluçar baixo. Fui até o banheiro e vi minha imagem no espelho: eu estava vermelho, chorando, muito triste. Tentei me acalmar, mas a cada relance a imagem da criatura voltava à minha mente e o choro voltava.
Após uns 5 minutos de choro, coloquei minha mente contra aquela imagem, começando a pensar em músicas festivas e alegres, de modo à melhorar. No entanto, a imagem parecia querer voltar. Me esforcei e finalmente venci. Após isso, minha mãe me chamara e fui ao quarto dela para fazer a medida. Tentei ao máximo fazer com que ela não visse meu rosto e ela não viu. Quando fui descer para tomar o café, meu rosto voltara ao normal, restando apenas uma vermelhidão nos olhos, normal para alguém que acabara de acordar.
Não sei que influência isso teve no meu dia. Mas acredito que isso mudara seu rumo. Não lembro-me da última vez que chorara. No entanto, chorar para mim nunca foi bom, pois nunca chorei de alegria. Resta então o choro de tristeza, de pena, de dó. Dos sentimentos que não quero sentir. Mas sinto. E hoje, no meu sonho, eu os senti. Hoje, depois de muito tempo, eu chorei. Chorei com meu sonho ficcional com uma realidade fora da minha e com uma criatura estranha e amedrontadora. Mesmo assim, chorei. Depois de muito tempo, chorei. Chorei pelo sonho. O Sonho que me fez Chorar.

3 comentários:

  1. Ui, eu vivo chorando em sonho. De acordar com travesseiro ENCHARCADO, mesmo! Eu gosto de sonhos intensos. Ainda vou fazer um post explicando o porque de eu gostar de pesadelos. E acho que você vai entender minha tese! Mas meus sonhos são bem cotidianos, nunca tem heróis, e coisas do tipo, hahaha.
    Beijos!

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  2. E MAIS UM.... Não, isso não vai parar...IoI

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  3. Bom, certamente é um sonho interessante de se analisar. Uma das possibilidades que me surgiram é q a criatura desamparada é vc, e o herói, ou um alter-ego, ou alguém que lhe causou algum mal no passado. Ou mesmo vc é o herói, e vc arrepende-se de causar mal à criatura. Normal observar um sonho em terceira pessoa. Mais normal ainda se sentir afetado por ele. Quando dormimos, às vezes vamos à lugares que não poderíamos chegar, conscientes. Às vezes, sonhos não são bem sonhos, e o que vemos é algo que nosso espírito experimentou ou presenciou enquanto dormiamos. Pode parecer viagem, mas muitas teorias espíritas falam da nossa alma viajando para lugares quando nosso corpo está repousado. Nem sempre eles são bons.

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