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sexta-feira, 1 de julho de 2011
Igual, só que Diferente
Olá de novo, meus caros leitores e minhas caras leitoras. Escrevi um post ontem e escrevo um post hoje, para a alegria de todos vocês! (não esperem isso sempre, a verdade é que eu já tinha o conteúdo do post passado e desse em mente, restando apenas colocá-los aqui no blog. Mas esforçarei-me para não deixar o blog parado tanto tempo como deixei) Prossigamos então com mais um assunto polêmico, passível de uns bons xingamentos (que levará, através desse post) e que faz desse post mais um post crítico e sério, sem nunca deixar de ter suas pequenas doses de humor ácido que eu tanto gosto.
O título e a imagem não ajudam nem um pouco a decifrar qual o conteúdo do post, mas coloco-o imediatamente a vocês: esse post fala sobre o acordo ortográfico. Nas minhas instrutivas, eficientes e importantes aulas de Língua Portuguesa na faculdade [atenção: o trecho anterior contém altas doses de sarcasmo], eu aprendi que o correto a se falar é Acordo Ortográfico: não é Reforma, pois reforma é algo unilateral, que só uma parte decide mudar alguma pequena parte de algo (um exemplo seria se o Brasil resolvesse fazer as mudanças que foram feitas por si só, sem a interferência dos demais países) e que Novo Acordo também está errado, pois nunca houve outro acordo, esse é o 1º Acordo Ortográfico entre países a ser realizado (ou um dos primeiros, sei lá se minha professora errou ou eu que não prestei atenção). Enfim, o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi realizado entre os 8 países lusófonos do mundo (lusófonos: que tem o Português como sua principal língua dentro do país, não importando as demais existentes): nosso Brasil varonil, Portugal, Cabo Verde, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique e Timor Leste. Estes são os 8 imbecis que deram origem a toda essa merda que foi feita com a gramática que seguimos.
Para começar, uso o argumento mais simples mas ao mesmo tempo o mais forte de minha "defesa" contra a existência desse acordo: qual é o principal objetivo do Acordo? Por que ele existe? R: para que os países lusófonos falem a mesma língua, aproximando-se uns dos outros para um melhor convívio e para melhores relações futuras. É uma boa resposta, não? Bom, tomando como princípio a veracidade e autenticidade dessa resposta, criada por este que vos escreve, faço a 2ª pergunta: e esse objetivo é alcançado? Com o Acordo, "assinado" pelos 8 países lusófonos, todos os países lusófonos falam o mesmo Português? R: ... . Eu respondo, como autor, por vocês: MAS É CLARO QUE NÃO!!! Não há acordo que faça com que oito países falem a mesma língua. A língua é parecida? Sem dúvida que é, ela tem a mesma origem: na Portugal colonizadora, que aconteceu há mais de 300 anos! Como você espera que 8 países, que nasceram em anos diferentes, que tem origens diferentes, que tem culturas diferentes, que tem povos diferentes, que tem gírias e trejeitos diferentes, que tem UM PUTA MONTE DE COISA DIFERENTE, falem uma mesma língua!? Governantes, ou seja lá quem foram os estúpidos que sugeriram ou concordaram com este acordo: falta-lhes bom senso. Vocês colocaram diversas mudanças na gramática, mudanças, diga-se de passagem, BRUTAIS, que fará com que muitos professores, com 20/30 anos de experiência, fiquem obsoletos e atrasados nesse aspecto. Fará alunos, como eu, lutarem contra seus instintos naturais e escreverem "heróico" sem acento, isso sem falar de todas as outras pessoas que também são influenciadas por essas mudanças, para que o Brasil, o país lusófono mais populoso, fale igual aos outros países lusófonos, só que mesmo com as nossas mudanças, e as mudanças que creio que acontecerão nos demais países, não falaremos igual! Não mudará muito a "igualdade" de nossa fala em relação às demais falas.
Nem usarei o argumento de que nós, brasileiros, não falamos mais o Português, visto que as diferenças entre nossa língua e a de nossos primeiros colonizadores é maior que o Grand Canyon, e que falamos Brasileiro, isso nós já estamos carecas de falar e saber. Eu, como autor de blog, de texto, como estudante, como cidadão, sou contra a existência de tal acordo e sinto vergonha, sim, VERGONHA, de que a ideia (escrito conforme a gramática de vocês) de que todos países lusófonos falem a mesma língua tenha passado pela cabeça de vocês. É lamentável, vergonhoso e humilhante. E ainda sim os parabenizo, pois vocês conseguiram firmar um acordo onde todos os países lusófonos falam uma mesma língua de uma forma igual. Igual, só que diferente...
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Eu nem lembro mais do acordo, acostumei tão rápido! Pra mim, ideia nunca teve acento! hahaha
ResponderExcluirMas certamente foi uma enxeção de saco totalmente desnecessária
=P
Beijos!
E ooooooutro...
ResponderExcluirBobagem. Nenhum dos países pretendentes do acordo, estão cumprindo-o. Alguém, em algum lugar disse pra algum imbecil que essa era uma boa ideia. Bom jeito de ferrar alguém que já tem dificuldade de decorar o velho acordo gramatical. Mas enfim, de certa forma faz sentido: quem se benifica disso, são as empresas de produção de dicionários, livros acadêmicos, apostilas, ou mesmo livros em geral. Se me lembro bem, o custo para reimprimir as obras já existentes, foi algo em torno de 35 bilhões de reais. Money, meu filho. A coisa que gira a sociedade pós-moderna, ou contemporânea se preferir. Money, money, money.
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